O professor psicólogo

O professor psicólogo

Olá, tudo bem?

Hoje venho trazer mais um tema interessante para refletirmos, vamos falar de emoções e os pensamentos das crianças e adolescentes. Será mais uma crítica para alguns professores e educadores sobre a forma como estão valorizando o seu trabalho.

A sala de aula para uma criança é muito importante em seu desenvolvimento e além dos desafios da aprendizagem elas precisam enfrentar outros problemas durante o seu tempo na escola. Problemas com a adaptação a novos ambientes, novas pessoas, com a autoridade do professor, problemas com a formação da sua personalidade que pode entrar em conflito com os problemas individuais de comportamento dos coleguinhas, e ainda por cima os problemas familiares que também implicam no processo de desenvolvimento. A criança não precisa de bronca quando faz algo diferente, ela precisa de orientação, podendo a orientação servir como bronca quando for recheada de significado, essa orientação virá, na maioria das vezes, do professor que terá de ser capaz de entender os problemas que ela está passando no momento e descobrir quando deverá agir.

O problema que temos hoje é o de professores acreditarem que não precisam agir para entender o aluno. Vejo isso muito claramente em conversas que tenho com professores de matemática e história que reclamam ter de estudar psicologia da aprendizagem e didática, o argumento é o mais chocante vou dar aula de matemática, número só número ou não preciso estudar sexualidade se sou professor de história. Esses argumentos se refletem apenas em uma falta de interesse com o aluno, é como se o sentido de ser professor fosse apenas como uma profissão qualquer que recebe o seu salário no final do mês ao cumprir as metas do governo. Alguns ainda dizem que esse ato de ajudar o aluno deve ser coisa do professor de literatura, o problema é se o professor de literatura pensar da mesma forma e deixar na mão dos de filosofia. Pensando, claro, na segunda parte do ensino fundamental, onde os professores trabalham, normalmente, com crianças entre os 10 e 14 anos de idade.

Voltando para o ensino infantil esse problema não é muito constante já que os professores geralmente são pedagogos e possuem um compromisso muito mais elevado com o comportamento dos alunos, tendo em vista a sua função primordial de orientar as ações pedagógicas.

No ensino médio, na adolescência esse problema costuma ser ainda um pouco mais agravante pelos professores tomarem uma visão de que os alunos são mais independentes do que quando crianças. Mas o que realmente importa é a orientação como um todo, em todos os estágios do desenvolvimento humano.

O professor precisa ser um conselheiro e uma espécie de professor/psicólogo quando for necessário, quando ele notar que algo está errado com aquela pessoa e com a mente aberta para os diversos problemas da vida, apresentar soluções mais capazes de ensinar o aluno a sair dessa sozinho. Isso vale para todos os professores, de qualquer área, caso o contrário o seu papel estará sendo apenas o de criar cabeças cheias de conteúdos que não sabem como usá-los.

O que acha? Vamos refletir e conversar sobre isso nos comentários.